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LEONARDO BRANT, DOCUMENTARISTA.

Leonardo Brant é documentarista, diretor-associado da Deusdará Filmes, produtora independente dedicada a realizar documentários de impacto. Autor dos filmes DESCARTE, COMER O QUÊ? e CTRL-V, dirige o programa IDADE MÍDIA para o Canal Futura e co-dirigiu a série UTOPIA BRASIL, para o CineBrasilTV. Atuou durante duas décadas como pesquisador cultural, consultor, palestrantes e autor de livros sobre políticas e mercado cultural. Ao longo de sua carreira criou e desenvolveu inúmeros projetos, empresas e organizações sociais de grande impacto.

COMO TUDO COMEÇOU...

Brant iniciou carreira aos 15 anos de idade, como menor auxiliar de serviços gerais no Banco do Brasil. Aos 18 efetivou-se na instituição após ser aprovado em concurso público. Aos 21 anos aderiu ao programa de demissão voluntária, durante o governo Collor.  

Depois de passar por agências de publicidade como Salles Interamericana e produtoras de vídeo como Argumento, foi trabalhar como coordenador de comunicação no Centro de Estudos da Procuradoria Geral do Estado de SP, onde implementou uma TV interna e uma revista, além de coordenar uma série de encontros e seminários sobre ética e direitos humanos. 

Saiu em 1993 para abrir a Shopper&Brant, agência de comunicação política que coordenou mais de 50 campanhas em São Paulo, Paraná, e Minas Gerais. Abriu em seguida a L.Br Publicidade para realizar campanhas de impacto social, unindo causas a grandes espetáculos. 

 

Deixou a vida de empreendedor por dois anos para assumir a direção da revista Imprensa, onde realizou inúmeros projetos especiais, como o seminário internacional de telejornalismo e o guia da Coca-Cola para jornalistas na copa do mundo da França em 1998. 

 

Saiu da revista para abrir a Pensarte, agência cultural responsável por mais de 30 produções teatrais e musicais. E logo se tornou uma das empresas pioneiras em planejamento e arquitetura cultural, desenvolvendo políticas culturais e investimento cultural privado. Nesse mesmo período criou o Instituto Pensarte com o advogado Fabio Cesnik, e o site Cultura e Mercado

Criou e coordenou o Projeto Asa, o centro de estudos e o site Arte-Cidadania, um programa premiado que atendeu mais de 5 mil crianças de baixa renda em todo o Brasil. 

Foi membro do comitê diretivo da INCD - International Network for Cultural Diversity, auxiliando a construir a convenção sobre diversidade cultural no âmbito da Unesco, promulgada em 2005. Em 2007 foi condecorado com  a medalha de vermeil pela Academia de Artes Ciências e Letras da França. 

Autor dos livros Mercado Cultural (ed. Escrituras, 2001), Políticas Culturais vol. 1 (org. - ed. Manole, 2002), Diversidade Cultural (org. - ed. Escrituras, 2004), O Papel da Cada Um (org. - ed. Escrituras 2004) e O Poder Da Cultura (ed. Peirópolis, 2009),  escreveu ensaios para diversas publicações no Brasil e no exterior. 

Participou como palestrante de alguns dos mais importantes eventos culturais no mundo, como Fórum das Culturas de Barcelona, Congresso Unctad, Fórum Social Mundial, Congresso Argentino de Cultura, além de encontros e seminários na África do Sul, Brasil, China, Croácia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Senegal e Quênia. 

Pesquisador cultural independente, nunca se adaptou à vida acadêmica tradicional. Estudou comunicação na Faculdade Cásper Líbero, filosofia na USP e na Associação Palas Athena, de onde adotou a linha do “pensar para o agir”. Desde então vem se dedicando aos estudos da vida e da obra de Mahatma Gandhi.

Criou e coordenou diversos cursos de gestão cultural, auxiliando na formação de muitos dos profissionais que ocupam cargos-chave na administração cultural do país. 

Em 2006 ao participar de uma conferência sobre democracia audiovisual no Senegal, realizou seu primeiro cyberfilme, Dakar-Gorèe, em parceria com André Martinez. Realizado de forma artesanal com uma câmera digital caseira, sem aparatos de produção, com ilha de edição amadora. Nascia a Deusdará Filmes. No ano seguinte filmou Metire Enkai, em uma tribo Masaai no Quênia, seu primeiro minidocumentário de impacto. 

Com o mesmo modelo maker de produção, passou a realizar uma série de documentários, com destaque para Ctrl-V, sobre a indústria global do cinema. Com estreia simultânea na TV Cultura, no CineSesc em SP e na Internet, o filme foi debatido na New York University nos EUA e no Arts Santa Monica em Barcelona, na Espanha. O filme também foi tema de um TEDxESPM. 

Em paralelo à sua produção audiovisual, continuou sua vida empreendedora, abrindo em 2010 o Centro de Estudos de Mídia, Entretenimento e Cultura - Cemec. No ano seguinte idealizou o programa Empreendedores Criativos, um reality-show colaborativo voltados para empresário das indústrias criativas. 

Em 2013 abriu a empresa 360Graus, em sociedade com a Magma Cultura, grupo empresarial com sede na Espanha. Em 2014 saiu da sociedade, vendeu ou fechou todos os seus negócios, com exceção da Deusdará Filmes, para dedicar-se exclusivamente à realização de documentários. 

Pela produtora vem realizando documentários como Comer o quê?, Psiquê, Igual, Ainda é Cedo, entre outros, além de colaborar com outros realizadores, como na série UtopiaBrasil, de Newton Cannito e no filme De Peito Aberto, de Graziela Mantoanelli. 

 

Em 2018 idealizou a plataforma DocMakers, auxiliando na formação de documentaristas dedicados à construção de um novo mercado para o documentário independente no Brasil. Abriu em parceria com Gianna Toni o SerotoninaLab, laboratório de negócios criativos que funciona também como coworking e espaço de eventos, cursos, encontros e vivências criativas.

Em 2020 estreou no Canal Futura como diretor do programa Idade Mídia, já na segunda temporada. No período de quarentena rodou o documentário Descarte, lançado em janeiro de 2021.

©2020 by Leonardo Brant

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