• Leonardo Brant

O Renascimento do Documentário

O RENASCIMENTO DO DOCUMENTÁRIO

Você enxerga um novo cenário, mais favorável à realização de documentários no Brasil? Pensa em explorar novas formas de financiamento e distribuição? Suspeita que há vida inteligente e sustentável além do financiamento público ao cinema? Experimente o Renascimento do Documentário!

O cinema nasceu como documentário. O cinematógrafo foi celebrado em seu nascedouro como uma máquina de registrar culturas. A primeira exibição pública dos irmãos Lumière trazia imagens reais da saída de uma fábrica e de uma estação ferroviária.

Mas o fascínio em criar universos ficcionais parecia mais adequado com o momento de esplendor da revolução industrial e a produção documental foi ficando em segundo plano.

A produção documental vive agora uma espécie de renascimento e isso se deve a inúmeros fatores. E eu começaria a apontar a própria desilusão com os efeitos da revolução industrial como o principal deles. A necessidade reajustar o nosso interesse pelo mundo real. Uma busca não somente das audiências mais engajadas mas também dos criadores de diversas áreas do conhecimento que, como eu, encontraram no documentário um lugar muito rico e criativo para realizar pesquisa e difusão de conhecimento.

O acesso e a facilidade no manuseio tanto de equipamentos de imagem e de som, quanto de softwares de edição, são estímulos que rompem a barreira técnica e tecnológica criada pela indústria ao longo da história.

Mas não é só isso. As plataformas digitais de distribuição de conteúdo, como é o caso YouTube e do Netflix, por exemplo, encontraram no documentário um fértil caminho para desenvolvimento de públicos, sobretudo de nicho.

O momento brasileiro é de urgência e pede por documentários históricos, biográficos, ambientais, autorais, sociais, de direitos humanos, de impacto... E há oportunidades de financiamento por todos os lados: direto da audiência, de plataformas digitais e tvs por assinatura, de fundos privados e internacionais. Continua sendo muito difícil financiar documentários, mas as opções são muito maiores do que há poucos anos atrás.

Por último, vale ressaltar a posição que o autor de documentários conquistou nos últimos anos. Sobretudo o autor-empreendedor. Com mais autonomia e maior capacidade de trabalhar a relação direta com o público e as várias opções de mercado, os criadores têm maiores chances de realização de projetos documentais próprios.

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